terça-feira, 29 de julho de 2014

Introdução da pinocultura no Brasil

Segundo Joly (1975) "o Pinus é um gênero de plantas da ordem elas coníferas, família das pináceas, que conta com cerca de 90 espécies".

A primeira participação do setor privado no processo de introdução de coníferas no Brasil deve ser creditada à Companhia Paulista de Estradas de Ferro, em 1904. As informações disponíveis indicam que a Companhia Paulista de Estradas de Ferro, apesar de ter optado pelo eucalipto como material principal em seus reflorestamentos, manteve interesse por outras espécies por muitos anos, entre as quais as coníferas. Em 1953, a citada companhia chegou a instalar ensaios com coníferas em nove hortos de sua propriedade.

O setor público teve forte participação no processo de introdução de coníferas com fins silviculturais no Brasil. O órgão líder dessa importante tarefa foi o Serviço, hoje Instituto, Florestal do Estado de São Paulo que, animado pelo sucesso dos programas de introdução conduzidos pela Austrália, Nova Zelândia, Argentina e outros países, realizou, em 1953, os primeiros ensaios com espécies de pinus em arboretos do Horto Florestal da Capital.
No final da década de 50 e na década de 60, com a instalação de numerosas firmas ligadas à industrialização de madeira no país, as introduções de coníferas, e acima de tudo de pinus, aumentaram significativamente.


sábado, 19 de julho de 2014

Fases da Silvicultura no Brasil


A expansão da silvicultura no Brasil apresenta três fases. A primeira fase correspondeu ao período que vai do descobrimento do Brasil até o início dos incentivos fiscais concedidos ao reflorestamento/florestamento, período de 1500 a 1965. A segunda fase abrangeu o período de vigência dos incentivos fiscais ao reflorestamento/florestamento, 1966 a 1988. A terceira fase cobre o período pós-incentivos fiscais ao reflorestamento/florestamento, ou seja, de 1989 até hoje.

Primeira Fase (1500 a 1965)
Quando o Brasil foi descoberto, iniciou-se um processo de destruição de suas matas nativas devido à atividade florestal instalada através da exploração do pau-brasil, que por muitos anos foi a principal atividade econômica do país. Durante todo esse período a nação assistiu, com relativa passividade, a esse processo. Tudo o que foi feito em termos de plantio e reconstituição do nosso patrimônio florestal foi sempre muito pouco significativo diante do que tínhamos em termos de desmatamento.
Até o início dos incentivos fiscais ao florestamento e reflorestamento, aprovado em 1965 e iniciado em 1966, tínhamos uma atividade florestal extrativista, nômade, que se caracterizava como antecessora de grandes ciclos econômicos nacionais, como foram os casos, por exemplo, do café, da cana-de-açúcar e da própria pecuária.


 Segunda Fase (1966 a 1988)

Com o início dos incentivos fiscais ao reflorestamento, passamos para outra fase na evolução da silvicultura brasileira. Nesta fase, houve o aumento da atividade empresarial na silvicultura, o aumento do número de profissionais vinculados à silvicultura, grande evolução da ciência florestal e grande crescimento da área reflorestada no Brasil.
     Na década de 60, quando o setor florestal passou a ser tratado com maior atenção, houve a criação do Instituto Brasileiro de Desenvolvimento Florestal, IBDF; houve o surgimento das primeiras escolas de Engenharia Florestal no Brasil; e, houve a implementação de facilidades fiscais que tornaram o reflorestamento uma operação de larga escala.
   Os incentivos fiscais ao reflorestamento/florestamento consistiam em uma pessoa física ou jurídica abater de sua renda tributável ou do imposto de renda a pagar, respectivamente, parcelas que seriam destinadas a projetos de reflorestamento/florestamento. Estes projetos poderiam pertencer à própria pessoa optante do desconto do imposto de renda (caso dos projetos próprios) ou serem projetos de propriedade de terceiros (projetos comuns) dos quais o contribuinte-optante recebia títulos de participação (como o Certificado de Participação em Reflorestamento).
   Com a criação do Programa de Incentivos Fiscais ao Florestamento e Reflorestamento, percebemos que houve, a partir de 1967, uma grande expansão da área reflorestada no Brasil, que saltou de quase 500 mil hectares em 1964 para 5,9 milhões de hectares em 1984.

Terceira Fase (1989 a dias atuais)

Com o fim dos incentivos fiscais concedidos ao reflorestamento/florestamento teve início a terceira fase na evolução da silvicultura brasileira. Neste período, as grandes empresas consumidoras de matéria-prima florestal dedicaram-se a reorganizar os seus maciços florestais objetivando reduzir custos e incrementaram, com o apoio de governos estaduais, programas de incentivo ao reflorestamento em pequenos e médios imóveis rurais.
As grandes firmas consumidoras de matéria-prima florestal, principalmente as das indústrias de papel e celulose e da indústria siderúrgica a carvão vegetal, ampliaram sua área reflorestada/florestada com recursos próprios ou tomando empréstimos de longo prazo em bancos de fomento estaduais ou federais.
A partir do início da terceira fase da evolução da silvicultura brasileira, percebemos o início da estruturação de um novo modelo de desenvolvimento da silvicultura. Entre as possíveis características desse novo modelo, podemos citar: a valorização de aspectos como pesquisa e desenvolvimento tecnológico visando a reduções nos custos de produção e melhorias nos níveis de produtividade os quais proporcionariam uma maior competitividade no mercado; e, a descentralização da atividade silvicultora (através, por exemplo, de um maior envolvimento de segmentos da estrutura de poder local e participação de sistemas cooperativos) por meio de programas com o objetivo de apoiar a realização de reflorestamento/florestamento em pequenos e médios imóveis rurais.


Esse post foi um pouco da história da Silvicultura em nosso país! Deixo aqui uma música para uma reflexão consciente: [...] não deixe morrer a mãe natureza...




quarta-feira, 16 de julho de 2014

Ibama anuncia queda de 24% nos alertas de desmatamento na Amazônia

O Ibama divulgou na manhã da sexta-feira, 20, os dados consolidados do Sistema de Detecção do Desmatamento na Amazônia Legal em Tempo Real (Deter), do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), que indicaram queda de 24% nos alertas de desmatamento no período de agosto de 2013 a maio de 2014.
Os números da fiscalização, resultado da Operação Onda Verde para o mesmo período avaliado, confirmam a atuação forte do Ibama: no total, foram 131 mil hectares de áreas embargadas nos nove estados da Amazônia Legal, cerca de R$ 1,2 bilhão em multas aplicadas, 99 tratores apreendidos, 44 caminhões, 90 motoserras, 23 armas de fogo, aproximadamente 3.600 metros cúbicos de madeira serrada e cerca de 27 mil, de madeira em tora.
Os estados de Mato Grosso e Pará, historicamente os maiores desmatadores, registraram também as maiores quedas nos índices consolidados de alertas do Deter. Segundo o diretor de proteção ambiental, Luciano Evaristo, O Pará tem sido um estado com maior atenção por parte do Ibama. “Nós estamos em uma verdadeira guerra porque o principal desmatador do Pará são os grileiros que montam acampamentos separados para dificultar a atuação do Ibama, porém nós estamos preparados e com estratégias traçadas para coibir o desmatamento ilegal,” afirma.
Com a adoção de medidas de inteligência e ações integradas, o Ibama, em conjunto com a Força Nacional, vem utilizando bases móveis como estratégia de combate e a descapitalização dos ilegais como forma de coibir a retomada do desmatamento.

Desmatamento na Amazônia aumenta 6% em um ano, aponta Imazon


Apesar de 61% da área florestal da Amazônia Legal estar coberta por nuvens, sobretudo nos estados do Amapá e Pará que apresentaram 93% e 80% de cobertura de nuvens, respectivamente, o Imazon registrou um aumento de 6% de desmatamento no local entre janeiro de 2012 e este ano. A degradação comprometeu 1 milhão de toneladas de CO2 equivalente.
As imagens Modis, utilizadas pelo satélite SAD detectaram informações de 35 km2 em 2013, no ano anterior, a análise foi possível em 33 km2 e a cobertura de nuvens foi de 88%.
Em janeiro de 2013, grande parte do desmatamento (63%) ocorreu no Mato Grosso, seguido pelo Amazonas (12%), Pará (9%), Roraima (9%) e Rondônia (7%). As florestas degradadas na Amazônia Legal somaram 69 km2, no mesmo período. Em relação ao mesmo mês do ano anterior, quando a degradação florestal somou 54 km2, houve um aumento de 28%.

Em cinco meses…
Já o desmatamento acumulado no período de agosto de 2012 a janeiro de 2013 totalizou 1.305 km2. Houve aumento de 118% em relação ao período anterior (agosto de 2011 a janeiro de 2012) quando o desmatamento somou 600 quilômetros quadrados.
A degradação florestal acumulada neste período atingiu 1041 km2. Houve uma diminuição de 27%, em relação a agosto de 2011 a janeiro de 2012.
As emissões de CO2 equivalentes comprometidas com o desmatamento totalizaram 68,5 milhões de toneladas neste ano, o que representa um aumento de 71% em relação ao mesmo perído do ano anterior período anterior.


quarta-feira, 2 de julho de 2014

Música através dos anéis das árvores


Hoje o post fugirá um pouco ao tema de Silvicultura, porém, não deixará de ser um post interessante, curioso, e relacionado à Engenharia Florestal !

Pois bem, o músico alemão Bartholomäus Traubeck criou um equipamento que traduz os anéis do tronco de uma árvore em notas de piano, ao tocá-lo em uma plataforma giratória similar à de um toca-discos. O equipamento possui sensores que juntam informações sobre a cor e a textura da madeira e então usa um algoritmo que traduz as variações em notas de um piano. Visto que cada árvore individual possui variações diferentes, o resultado é uma música individualizada para cada tronco.


Outro fato interessante é que os anéis no tronco de uma árvore ajudam a descobrir a sua idade, além de poderem indicar condições ambientais, níveis de chuva, doenças e até mesmo incêndios florestais que ocorreram. Anéis mais claros indicam um crescimento rápido, enquanto os mais escuros indicam exatamente o contrário. As fatias de uma árvore não são uniformes e cada uma delas conta uma história.

Aqui você pode acessar a música que Traubeck encontrou: Years



Gratidão e até a próxima !!

terça-feira, 10 de junho de 2014

Silvicultura brasileira

"[...] da Floresta Amazônica, da Mata Atlântica ou do Cerrado, independente da forma como esses povos interpretam seu ambiente, em comum há a consciência de que dependemos da natureza ao mesmo tempo em que somos parte dela; o que não significa mantê-la intocada, afinal, é desta fonte que vem a matéria prima, o alimento, o remédio, e também o canto, a dança e o mito." -  Brasileirando - Episódio 2

A silvicultura brasileira pode ser considerada uma das mais ricas em todo o planeta, tendo em vista a biodiversidade encontrada, as variações climáticas e a boa adaptação de materiais genéticos introduzidos. Entretanto, todas estas vantagens podem também se manifestar como verdadeiras armadilhas, quando o conjunto desses fatores não são devidamente analisados na tomada de decisão.

Num país de extensões territoriais como as do Brasil, onde a variação do clima é muito grande, uma das tarefas mais difíceis é exatamente a escolha do gênero e da espécie a serem cultivados.

Tomando como exemplo o gênero Eucalyptus, tem-se observado uma grande variação de espécies: ao sul, predominam as de maior tolerância ao frio, como E. dunnii e nitens; já na região leste e centro oeste, a predominância ocorre com o E. grandis, saligna e urophylla ou híbridos destas espécies.

O sucesso de um empreendimento florestal depende estritamente de um bom planejamento de projeto, levando-se em consideração os fatores acima citados. As fases do projeto são: elaboração de mapas e elaboração de projetos.

Vamos fomentar nossa base educacional, e assim termos sucesso em nossos planos de projeto!

Tiremos luz das palavras de Índia Mãe da Lua: - A música ajuda a memorizar e ajuda a conscientizar nesse processo das crianças principalmente que estão ficando longe da natureza.
Então, vamos propagar a educação ambiental por meio da arte, que tal ?!


Deixo aqui o convite para um evento durante esta semana no IFAM ZL:



Até a próxima, AHO!

quinta-feira, 5 de junho de 2014

05 de Junho: Dia Mundial do Meio Ambiente

Hoje é dia para comemorar!!! ''Mas por que?!''

Porque hoje, no dia 05 de junho comemora-se o Dia Mundial do Meio Ambiente, vamos ficar por dentro da criação e da sua importância:

A criação da data foi em 1972, em virtude de um encontro promovido pela ONU (Organização das Nações Unidas), a fim de tratar de assuntos ambientais, que englobam o planeta, mais conhecido como conferência das Nações Unidas.

A conferência reuniu 113 países, além de 250 organizações não governamentais, em que a pauta principal abordava a degradação que o homem tem causado ao meio ambiente e os riscos para sua sobrevivência, de tal modo que a diversidade biológica deveria ser preservada acima de qualquer possibilidade.

Nessa reunião, criaram-se vários documentos relacionados às questões ambientais, bem como um plano para traçar as ações da humanidade e dos governantes diante do problema.

A importância da data está relacionada às discussões que se abrem sobre a poluição do ar, do solo e da água; desmatamento; diminuição da biodiversidade e da água potável ao consumo humano, destruição da camada de ozônio, destruição das espécies vegetais e das florestas, extinção de animais, dentre outros.

A partir de 1974, o Brasil iniciou um trabalho de preservação ambiental, através da Secretaria Especial do Meio Ambiente, para levar à população informações acerca das responsabilidades de cada um diante da natureza.

Mas em face da vida moderna, os prejuízos ainda estão maiores. Uma enorme quantidade de lixos é descartada todos os dias, como sacos, copos e garrafas de plástico, latas de alumínio, vidros em geral, papéis e papelões, causando a destruição da natureza e a morte de várias espécies de animais.


A política de reaproveitamento do lixo ainda é muito fraca, em várias localidades ainda não há coleta seletiva; o que aumenta a poluição, pois vários tipos de lixos tóxicos, como pilhas e baterias são descartados de qualquer forma, levando a absorção dos mesmos pelo solo e a contaminação dos lençóis subterrâneos de água.

É importante que a população seja conscientizada dos males causados pela poluição do meio ambiente, assim como de políticas que revertam tal situação.

E cada um pode cumprir com o seu papel de cidadão, não jogando lixo nas ruas, usando menos produtos descartáveis e evitando sair de carro todos os dias. Se cada um fizer a sua parte, o mundo será transformado e as gerações futuras viverão sem riscos.

Então vamos fazer nossa parte, refletindo sobre o cotidiano e fazendo com que nossas ações sejam benéficas para nós da sociedade como um todo e para o meio ambiente! :)