A expansão da silvicultura no Brasil apresenta três fases. A primeira fase correspondeu ao período que vai do descobrimento do Brasil até o início dos incentivos fiscais concedidos ao reflorestamento/florestamento, período de 1500 a 1965. A segunda fase abrangeu o período de vigência dos incentivos fiscais ao reflorestamento/florestamento, 1966 a 1988. A terceira fase cobre o período pós-incentivos fiscais ao reflorestamento/florestamento, ou seja, de 1989 até hoje.
Primeira
Fase (1500 a 1965)
Quando
o Brasil foi descoberto, iniciou-se um processo de destruição de suas matas
nativas devido à atividade florestal instalada através da exploração do
pau-brasil, que por muitos anos foi a principal atividade econômica do país.
Durante todo esse período a nação assistiu, com relativa passividade, a esse
processo. Tudo o que foi feito em termos de plantio e reconstituição do nosso
patrimônio florestal foi sempre muito pouco significativo diante do que
tínhamos em termos de desmatamento.
Até
o início dos incentivos fiscais ao florestamento e reflorestamento, aprovado em
1965 e iniciado em 1966, tínhamos uma atividade florestal extrativista, nômade,
que se caracterizava como antecessora de grandes ciclos econômicos nacionais,
como foram os casos, por exemplo, do café, da cana-de-açúcar e da própria
pecuária.
Segunda
Fase (1966 a 1988)
Com o início dos incentivos fiscais ao reflorestamento, passamos para outra fase na evolução da silvicultura brasileira. Nesta fase, houve o aumento da atividade empresarial na silvicultura, o aumento do número de profissionais vinculados à silvicultura, grande evolução da ciência florestal e grande crescimento da área reflorestada no Brasil.
Com o início dos incentivos fiscais ao reflorestamento, passamos para outra fase na evolução da silvicultura brasileira. Nesta fase, houve o aumento da atividade empresarial na silvicultura, o aumento do número de profissionais vinculados à silvicultura, grande evolução da ciência florestal e grande crescimento da área reflorestada no Brasil.
Na
década de 60, quando o setor florestal passou a ser tratado com maior atenção,
houve a criação do Instituto Brasileiro de Desenvolvimento Florestal, IBDF; houve
o surgimento das primeiras escolas de Engenharia Florestal no Brasil; e, houve
a implementação de facilidades fiscais que tornaram o reflorestamento uma
operação de larga escala.
Os
incentivos fiscais ao reflorestamento/florestamento consistiam em uma pessoa
física ou jurídica abater de sua renda tributável ou do imposto de renda a
pagar, respectivamente, parcelas que seriam destinadas a projetos de
reflorestamento/florestamento. Estes projetos poderiam pertencer à própria pessoa
optante do desconto do imposto de renda (caso dos projetos próprios) ou serem
projetos de propriedade de terceiros (projetos comuns) dos quais o
contribuinte-optante recebia títulos de participação (como o Certificado de Participação
em Reflorestamento).
Com
a criação do Programa de Incentivos Fiscais ao Florestamento e Reflorestamento,
percebemos que houve, a partir de 1967, uma grande expansão da área
reflorestada no Brasil, que saltou de quase 500 mil hectares em 1964 para 5,9
milhões de hectares em 1984.
Terceira Fase (1989 a dias atuais)
Com o fim dos
incentivos fiscais concedidos ao reflorestamento/florestamento teve início a
terceira fase na evolução da silvicultura brasileira. Neste período, as grandes
empresas consumidoras de matéria-prima florestal dedicaram-se a reorganizar os
seus maciços florestais objetivando reduzir custos e incrementaram, com o apoio
de governos estaduais, programas de incentivo ao reflorestamento em pequenos e médios
imóveis rurais.
As grandes firmas
consumidoras de matéria-prima florestal, principalmente as das indústrias de
papel e celulose e da indústria siderúrgica a carvão vegetal, ampliaram sua
área reflorestada/florestada com recursos próprios ou tomando empréstimos de
longo prazo em bancos de fomento estaduais ou federais.
A partir do início da
terceira fase da evolução da silvicultura brasileira, percebemos o início da estruturação
de um novo modelo de desenvolvimento da silvicultura. Entre as possíveis
características desse novo modelo, podemos citar: a valorização de aspectos
como pesquisa e desenvolvimento tecnológico visando a reduções nos custos de
produção e melhorias nos níveis de produtividade os quais proporcionariam uma
maior competitividade no mercado; e, a descentralização da atividade
silvicultora (através, por exemplo, de um maior envolvimento de segmentos da
estrutura de poder local e participação de sistemas cooperativos) por meio de
programas com o objetivo de apoiar a realização de reflorestamento/florestamento
em pequenos e médios imóveis rurais.
Esse post foi um pouco da história da Silvicultura em nosso país! Deixo aqui uma música para uma reflexão consciente: [...] não deixe morrer a mãe natureza...
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