Segundo Joly (1975) "o Pinus é um gênero de
plantas da ordem elas coníferas, família das pináceas, que conta com cerca de
90 espécies".
A primeira participação do setor privado no processo de introdução de
coníferas no Brasil deve ser creditada à Companhia Paulista de Estradas de
Ferro, em 1904. As informações disponíveis indicam que a Companhia Paulista de
Estradas de Ferro, apesar de ter optado pelo eucalipto como material principal
em seus reflorestamentos, manteve interesse por outras espécies por muitos
anos, entre as quais as coníferas. Em 1953, a citada companhia chegou a
instalar ensaios com coníferas em nove hortos de sua propriedade.
O setor público teve forte participação no processo de introdução de
coníferas com fins silviculturais no Brasil. O órgão líder dessa importante
tarefa foi o Serviço, hoje Instituto, Florestal do Estado de São Paulo que,
animado pelo sucesso dos programas de introdução conduzidos pela Austrália,
Nova Zelândia, Argentina e outros países, realizou, em 1953, os primeiros
ensaios com espécies de pinus em arboretos do Horto Florestal da Capital.
No final da década de 50 e na década de 60, com a instalação de
numerosas firmas ligadas à industrialização de madeira no país, as introduções
de coníferas, e acima de tudo de pinus, aumentaram significativamente.
A expansão da silvicultura no Brasil
apresenta três fases. A primeira fase correspondeu ao período que vai do
descobrimento do Brasil até o início dos incentivos fiscais concedidos ao
reflorestamento/florestamento, período de 1500 a 1965. A segunda fase abrangeu
o período de vigência dos incentivos fiscais ao reflorestamento/florestamento,
1966 a 1988. A terceira fase cobre o período pós-incentivos fiscais ao reflorestamento/florestamento,
ou seja, de 1989 até hoje.
Primeira
Fase (1500 a 1965)
Quando
o Brasil foi descoberto, iniciou-se um processo de destruição de suas matas
nativas devido à atividade florestal instalada através da exploração do
pau-brasil, que por muitos anos foi a principal atividade econômica do país.
Durante todo esse período a nação assistiu, com relativa passividade, a esse
processo. Tudo o que foi feito em termos de plantio e reconstituição do nosso
patrimônio florestal foi sempre muito pouco significativo diante do que
tínhamos em termos de desmatamento.
Até
o início dos incentivos fiscais ao florestamento e reflorestamento, aprovado em
1965 e iniciado em 1966, tínhamos uma atividade florestal extrativista, nômade,
que se caracterizava como antecessora de grandes ciclos econômicos nacionais,
como foram os casos, por exemplo, do café, da cana-de-açúcar e da própria
pecuária.
Segunda
Fase (1966 a 1988) Com
o início dos incentivos fiscais ao reflorestamento, passamos para outra fase na
evolução da silvicultura brasileira. Nesta fase, houve o aumento da atividade
empresarial na silvicultura, o aumento do número de profissionais vinculados à
silvicultura, grande evolução da ciência florestal e grande crescimento da área
reflorestada no Brasil.
Na
década de 60, quando o setor florestal passou a ser tratado com maior atenção,
houve a criação do Instituto Brasileiro de Desenvolvimento Florestal, IBDF; houve
o surgimento das primeiras escolas de Engenharia Florestal no Brasil; e, houve
a implementação de facilidades fiscais que tornaram o reflorestamento uma
operação de larga escala.
Os
incentivos fiscais ao reflorestamento/florestamento consistiam em uma pessoa
física ou jurídica abater de sua renda tributável ou do imposto de renda a
pagar, respectivamente, parcelas que seriam destinadas a projetos de
reflorestamento/florestamento. Estes projetos poderiam pertencer à própria pessoa
optante do desconto do imposto de renda (caso dos projetos próprios) ou serem
projetos de propriedade de terceiros (projetos comuns) dos quais o
contribuinte-optante recebia títulos de participação (como o Certificado de Participação
em Reflorestamento).
Com
a criação do Programa de Incentivos Fiscais ao Florestamento e Reflorestamento,
percebemos que houve, a partir de 1967, uma grande expansão da área
reflorestada no Brasil, que saltou de quase 500 mil hectares em 1964 para 5,9
milhões de hectares em 1984.
Terceira Fase (1989 a dias atuais)
Com o fim dos
incentivos fiscais concedidos ao reflorestamento/florestamento teve início a
terceira fase na evolução da silvicultura brasileira. Neste período, as grandes
empresas consumidoras de matéria-prima florestal dedicaram-se a reorganizar os
seus maciços florestais objetivando reduzir custos e incrementaram, com o apoio
de governos estaduais, programas de incentivo ao reflorestamento em pequenos e médios
imóveis rurais.
As grandes firmas
consumidoras de matéria-prima florestal, principalmente as das indústrias de
papel e celulose e da indústria siderúrgica a carvão vegetal, ampliaram sua
área reflorestada/florestada com recursos próprios ou tomando empréstimos de
longo prazo em bancos de fomento estaduais ou federais.
A partir do início da
terceira fase da evolução da silvicultura brasileira, percebemos o início da estruturação
de um novo modelo de desenvolvimento da silvicultura. Entre as possíveis
características desse novo modelo, podemos citar: a valorização de aspectos
como pesquisa e desenvolvimento tecnológico visando a reduções nos custos de
produção e melhorias nos níveis de produtividade os quais proporcionariam uma
maior competitividade no mercado; e, a descentralização da atividade
silvicultora (através, por exemplo, de um maior envolvimento de segmentos da
estrutura de poder local e participação de sistemas cooperativos) por meio de
programas com o objetivo de apoiar a realização de reflorestamento/florestamento
em pequenos e médios imóveis rurais.
Esse post foi um pouco da história da Silvicultura em nosso país! Deixo aqui uma música para uma reflexão consciente: [...] não deixe morrer a mãe natureza...
O Ibama divulgou na manhã da sexta-feira, 20, os dados consolidados do Sistema de Detecção do Desmatamento na Amazônia Legal em Tempo Real (Deter), do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), que indicaram queda de 24% nos alertas de desmatamento no período de agosto de 2013 a maio de 2014.
Os números da fiscalização, resultado da Operação Onda Verde para o mesmo período avaliado, confirmam a atuação forte do Ibama: no total, foram 131 mil hectares de áreas embargadas nos nove estados da Amazônia Legal, cerca de R$ 1,2 bilhão em multas aplicadas, 99 tratores apreendidos, 44 caminhões, 90 motoserras, 23 armas de fogo, aproximadamente 3.600 metros cúbicos de madeira serrada e cerca de 27 mil, de madeira em tora.
Os estados de Mato Grosso e Pará, historicamente os maiores desmatadores, registraram também as maiores quedas nos índices consolidados de alertas do Deter. Segundo o diretor de proteção ambiental, Luciano Evaristo, O Pará tem sido um estado com maior atenção por parte do Ibama. “Nós estamos em uma verdadeira guerra porque o principal desmatador do Pará são os grileiros que montam acampamentos separados para dificultar a atuação do Ibama, porém nós estamos preparados e com estratégias traçadas para coibir o desmatamento ilegal,” afirma.
Com a adoção de medidas de inteligência e ações integradas, o Ibama, em conjunto com a Força Nacional, vem utilizando bases móveis como estratégia de combate e a descapitalização dos ilegais como forma de coibir a retomada do desmatamento.
Apesar de 61% da área florestal da Amazônia Legal estar coberta por nuvens, sobretudo nos estados do Amapá e Pará que apresentaram 93% e 80% de cobertura de nuvens, respectivamente, o Imazon registrou um aumento de 6% de desmatamento no local entre janeiro de 2012 e este ano. A degradação comprometeu 1 milhão de toneladas de CO2 equivalente.
As imagens Modis, utilizadas pelo satélite SAD detectaram informações de 35 km2 em 2013, no ano anterior, a análise foi possível em 33 km2 e a cobertura de nuvens foi de 88%.
Em janeiro de 2013, grande parte do desmatamento (63%) ocorreu no Mato Grosso, seguido pelo Amazonas (12%), Pará (9%), Roraima (9%) e Rondônia (7%). As florestas degradadas na Amazônia Legal somaram 69 km2, no mesmo período. Em relação ao mesmo mês do ano anterior, quando a degradação florestal somou 54 km2, houve um aumento de 28%.
Em cinco meses…
Já o desmatamento acumulado no período de agosto de 2012 a janeiro de 2013 totalizou 1.305 km2. Houve aumento de 118% em relação ao período anterior (agosto de 2011 a janeiro de 2012) quando o desmatamento somou 600 quilômetros quadrados.
A degradação florestal acumulada neste período atingiu 1041 km2. Houve uma diminuição de 27%, em relação a agosto de 2011 a janeiro de 2012.
As emissões de CO2 equivalentes comprometidas com o desmatamento totalizaram 68,5 milhões de toneladas neste ano, o que representa um aumento de 71% em relação ao mesmo perído do ano anterior período anterior.
Hoje o post fugirá um pouco ao tema de Silvicultura, porém, não deixará de ser um post interessante, curioso, e relacionado à Engenharia Florestal !
Pois bem, o músico alemão Bartholomäus Traubeck criou um equipamento que traduz os anéis do tronco de uma árvore em notas de piano, ao tocá-lo em uma plataforma giratória similar à de um toca-discos. O equipamento possui sensores que juntam informações sobre a cor e a textura da madeira e então usa um algoritmo que traduz as variações em notas de um piano. Visto que cada árvore individual possui variações diferentes, o resultado é uma música individualizada para cada tronco.
Outro fato interessante é que os anéis no tronco de uma árvore ajudam a descobrir a sua idade, além de poderem indicar condições ambientais, níveis de chuva, doenças e até mesmo incêndios florestais que ocorreram. Anéis mais claros indicam um crescimento rápido, enquanto os mais escuros indicam exatamente o contrário. As fatias de uma árvore não são uniformes e cada uma delas conta uma história.
Aqui você pode acessar a música que Traubeck encontrou: Years